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| Estrada formada por painéis solares é vista após sua inauguração em Tourouvre, no noroeste da França (Foto: Charly Triballeau/AFP) |
A França inaugurou nesta quinta-feira (22) a primeira estrada solar do mundo. A rodovia é pavimentada com painéis solares capazes de fornecer energia para a iluminação pública de Tourouvre, pequena cidade de 5 mil habitantes no noroeste do país, na região da Normandia.
O trecho de um quilômetro coberto com 2,8 metros quadrados de painéis
solares revestidos de resina foi ligado à rede de energia elétrica
local, segundo anunciou a ministra do Meio Ambiente francesa, Ségolène
Royal.
"Este novo uso da energia solar aproveita grandes extensões de
infraestrutura rodoviária já em uso para produzir energia sem ocupar
novos espaços", disse Royal por meio de um comunicado.
A ministra anunciou um plano de quatro anos para o "desenvolvimento das
estradas solares", com projetos iniciais na Bretanha, no oeste, e em
Marselha, no sul do país.
Uma média de 2 mil carros trafega pela estrada em Tourouvre
diariamente, testando a resistência dos painéis para o projeto
desenvolvido pela empresa de engenharia civil francesa Colas, uma
subsidiária do gigante da construção Bouygues.
A ideia, que também está sendo explorada na Alemanha, Holanda e Estados
Unidos, é que as estradas sejam ocupadas por carros em apenas 20% do
tempo, oferecendo vastas extensões de superfície para absorver os raios
solares.
Na Alemanha, a inovação energética está em fase de testes num trecho de
150 metros perto da cidade de Colônia, no oeste do país. Nos Estados
Unidos, o estado do Missouri trabalha na instalação de painéis numa
pequena área perto da famosa Route 66, a estrada que atravessa o país.
A Colas diz que, em teoria, a França poderia se tornar independente de
energia não renovável pavimentando apenas um quarto dos seus milhões de
quilômetros de estradas com painéis solares.
Críticas à "estrada solar"
O projeto rfoi alvo de críticas de diversas organizações ambientalistas que consideram seu custo, de 5 milhões de euros, exagerado para a quantidade de energia que pode produzir.
"Sem dúvida é um avanço técnico, mas para desenvolver as energias
renováveis há outras prioridades do que este brinquedo que sabemos que é
muito caro, mas não funciona bem", disse ao jornal Le Monde o
vice-presidente da Rede para a Transição Energética (CLER), Marc
Jedliczka.
O preço do quilowatt produzido nesta via solar chega a 17 euros, frente
aos 1,3 euros para a geração de em uma instalação fotovoltaica – que
produz volts de energia por meio da luz solar – em um telhado. Os
especialistas destacam que as instalações inclinadas são mais eficientes
na hora de produzir eletricidade, uma desvantagem desta iniciativa,
pois está em posição horizontal.
Os responsáveis pelo projeto sustentam que o trecho inaugurado hoje é
uma prova de que o preço da infraestrutura diminuirá à medida que
aumente a demanda, o que barateará também o custo da energia produzida.
Em 2020, disseram, o preço do quilowatt produzido em uma estrada solar
será similar ao de outra usina de energia solar.
Fonte: Portal G1






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