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| Menor cetáceo do mundo em foto de março de 2016 (Foto: Hector Guerrero/AFP) |
Com apenas 30 exemplares restantes no mundo, a vaquita marinha do México, o menor cetáceo do mundo, está à beira da extinção, apesar das operações para interceptar redes de pesca ilegais no país, indicaram cientistas.
"A situação, que já era crítica, piorou apesar das medidas de
conservação", indicou um relatório do Comitê Internacional para a
Recuperação da Vaquita (Cirva).
"Com a taxa atual de perda, a vaquita seria extinta até 2022, a menos
que a atual proibição a redes de pesca seja mantida e aplicada
efetivamente", aponta.
Uma análise realizada em novembro passado no Golfo da Califórnia, no
noroeste do México, revelou que restavam apenas cerca de 30 vaquitas em
seu habitat, indica o texto.
Um censo anterior tinha encontrado, entre setembro e dezembro de 2015, o
dobro de exemplares, enquanto em 2014 havia 100, e em 2012, cerca de
200.
Em um esforço desesperado para salvar a vaquita, os cientistas
propuseram capturar espécimes e transportá-los a um espaço cercado no
Golfo da Califórnia, onde possam se reproduzir.
Alguns ambientalistas se opõem a esta medida, devido ao risco de que as vaquitas morram durante o processo.
Lorenzo Rojas-Bracho, membro do Cirva, disse à AFP que os cientistas tentarão capturar vaquitas em outubro.
"A pesca ilegal continua, e se não as recolhemos vão morrer de todos os modos", assegurou.
As autoridades e os ambientalistas estimam que as vaquitas morreram
durante anos em redes destinadas a pescar ilegalmente outra espécie
ameaçada, um grande peixe chamado totoaba, cuja bexiga natatória seca
tem grande demanda no mercado negro da China.
O Cirva recomenda colocar "urgentemente" as vaquitas em um santuário
temporário nesta primavera (boreal) e mantê-las nesse lugar durante um
ano, embora reconheça que pode ser difícil, ou até impossível, pôr em
prática esta medida de conservação.
"Ainda não está claro se as vaquitas podem ser capturadas de forma
segura ou como reagiriam à manipulação, transporte e confinamento",
afirma o comitê.
Fonte: Portal G1






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