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| Ponte Estaiada antes da remoção das pichações (Foto: Reprodução/TV Globo) |
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves, afirmou nesta segunda-feira (23) que o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) vai atuar contra o grupo de pichadores.
O Deic é especializado nas investigações contra o crime organizado e a
pichação esté prevista apenas na Lei de Crimes Ambientais e tem pena
prevista de detanção de 3 meses a 1 (um) ano e multa.
"O Deic vai atuar pontualmente toda vez que a gente perceber a
existência de uma organização diferenciada visando a realização de
pixações", disse Alves durante agenda do governador Geraldo Alckmin.
Em 2015, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que ameniza a
punição para quem picha edifícios e monumentos urbanos. A proposta acaba
com a possibilidade de prisão para pichadores e estabelece como punição
a prestação de serviços à comunidade por, no máximo, cinco meses.
No dia 14, um homem foi detido por pichar o prédio da Prefeitura de São
Paulo, no Centro da capital paulista. De acordo com a Secretaria
Municipal da Segurança Urbana, ele foi flagrado por agentes da Guarda
Civil Metropolitana (GCM) quando escrevia em uma parede lateral do
edifício.
O prefeito João Doria (PSDB) está em uma cruzada contra pichadores desde o início do seu mandato.
Uma parede que tinha grafites na Avenida 23 de Maio e que foi pintada
de cinza pela Prefeitura de São Paulo nos últimos dias amanheceu com
manchas coloridas na manhã desta segunda-feira (23).
As marcas feitas em diferentes cores seriam um protesto contra Doria e
lembram as manchas que já foram feitas em monumentos como a estátua de
Borba Gato e o Monumento às Bandeiras.
As manchas apareceram em uma parede perto do Viaduto Tutoia, na Vila
Mariana. Perto dali, foi preservada uma pintura do muralista Eduardo
Kobra que faz referência à São Paulo antiga. No total, haviam sido
pintados 15 mil metros quadrados de paredes com grafite nos últimos anos
na avenida, fazendo da 23 de Maio o maior mural a céu aberto da América
Latina.
Segundo a nova administração, os painéis de grafite pintados em 2015 na
23 de Maio e que estavam pichados foram retirados. O prefeito João
Doria anunciou que a avenida terá oito espaços para os grafiteiros.
A estratégia causou protestos. Neste domingo (22), cerca de 40
manifestantes fizeram um ato na avenida a favor dos tradicionais
grafites. O ato saiu da Praça da Bandeira, no Centro, e ocupou uma das
faixas da pista sentido Aeroporto de Congonhas da 23 de Maio. Os
manifestantes levavam faixas e filmavam os grafites que sobraram.
Policiais militares acompanharam de perto o protesto, que terminou de
forma pacífica no Parque do Ibirapuera.
Doria comenta
Horas antes, durante agenda pública na Vila Maria, Zona Norte da capital, Doria comentou a polêmica em torno do tema. "Pichação não é grafite nem mural. Mural e grafite são expressões de arte urbana, que nós respeitamos. Pichação, não, nós condenamos”, afirmou.
Segundo Doria, o secretário da Cultura, André Sturm, está “convidando
muralistas e grafiteiros para recuperar as cores originais” dos grafites
que foram mantidos na 23 de Maio. “As demais áreas não: elas serão
limpas porque foram degradadas por pichadores”, disse.
“Quero deixar claro: pichadores são condenados na nossa cidade. A
população não quer a pichação e não vai ter a pichação porque nós vamos
fiscalizar e punir os pichadores", acrescentou. "Inclusive pedi um
Projeto de Lei à Câmara Municipal de São Paulo para quintuplicar o valor
da multa. E os que não puderem pagar o valor da multa, não tem problema
nenhum: vão pegar pincel, tinta e limpar a porcaria que fazem na cidade
de São Paulo.”
Fonte: Portal G1






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