Ao longo do seu pontificado, o Papa Francisco fez diversas e claras
advertências sobre a ideologia de gênero, uma corrente que considera que
o sexo não é uma realidade biológica, mas uma construção sociocultural
que diversos governos tentam impor através da educação das crianças e
jovens.
A seguir, 5 advertências claras que o Santo Padre fez a respeito deste tema polêmico:
1. É uma colonização ideológica
No final de julho deste ano, dirigindo-se aos bispos
da Polônia, o Pontífice afirmou que “na Europa, na América, na América
Latina, na África, em alguns países da Ásia, há verdadeiras colonizações
ideológicas. E uma destas – digo claramente com nome e sobrenome – é a
ideologia de gênero!”.
“Hoje ensinam as crianças – as crianças! –, que estão na escola: que
cada um pode escolher o seu sexo. E por que ensinam isto? Porque os
livros são das pessoas e instituições que lhes dão dinheiro. São as
colonizações ideológicas, sustentadas também por países muito
influentes. Isto é terrível”, alertou.
2. Esvazia o fundamento antropológico da família
Na exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, sobre o amor na
família, publicada em março de 2016, o Santo Padre explica no parágrafo
56 do documento, que a ideologia de gênero “prevê uma sociedade sem
diferenças de sexo, e esvazia a base antropológica da família”. Além
disso, procura uma identidade humana que pode se determinar de forma
individual e ser trocada no tempo.
“Esta ideologia leva a projetos educativos e diretrizes legislativas que
promovem uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente
desvinculadas da diversidade biológica entre homem e mulher”, denúncia o
Santo Padre.
3. É um equívoco da mente humana
Em março de 2015, o Papa Francisco se referiu às “colonizações
ideológicas” que afetam seriamente a família, pois são “modalidades e
propostas que existem na Europa e chegam também do outro lado do Oceano.
E há também esse erro da mente humana que é a teoria de gênero, que
cria tanta confusão”.
4. É um passo atrás
Em abril de 2015, o Papa ofereceu uma catequese sobre o ser humano
criado por Deus como homem e mulher, na qual disse: “A cultura moderna e
contemporânea abriu novos espaços, novas liberdades e novas
profundidades para o enriquecimento da compreensão desta diferença. Mas
introduziu também muitas dúvidas e muito ceticismo. Por exemplo,
pergunto-me se a chamada teoria do gênero não seja expressão de uma
frustração e de uma resignação, que visa a cancelar a diferença sexual
porque não sabe mais como lidar com ela. Sim, corremos o risco de dar um
passo atrás. A remoção da diferença, na verdade, é o problema, não a
solução”.
5. Doutrinar crianças com ideologia de gênero é uma maldade
Na tradicional coletiva de imprensa que oferece na volta das suas
viagens internacionais, especificamente no voo de Azerbaijão a Roma, o
Papa assinalou que “as pessoas devem ser acompanhadas como as acompanha
Jesus. Quando uma pessoa tem essa condição e chega diante de Jesus, o
Senhor não lhe dirá: Vai embora porque você é homossexual! Não! Eu me
referi sobre a maldade que se faz hoje com a doutrinação da teoria de
gênero”.
“Um pai francês me contou que falava na mesa com os filhos – católicos
eles e a esposa, católicos não tão comprometidos, mas católicos – e
perguntou ao menino de 10 anos: ‘O que quer ser quando crescer?’ ‘Uma
menina’”.
“O pai notou que o livro da escola ensinava a teoria de gênero e isso
vai contra as coisas naturais. Uma coisa é a pessoa ter essa tendência,
essa opção, e também quem muda de sexo. Outra coisa é ensinar nas
escolas esta linha para mudar a mentalidade. Isso eu chamo de
colonizações ideológicas”.
Fonte: ACI Digital
0 Comentários
Deixe seu comentário, lembrando que este deverá ser aprovado para ser publicado no site.
Não serão aceitos comentários com spam, propagandas, palavrões e etc.