Uma série de grupos utilizam-se de termos próprios da Igreja Católica
Apostólica Romana para confundirem os fiéis. No Brasil a mais conhecida
destes grupos é a denominada igreja católica brasileira. Também há
notificação de uma tal igreja católica exorcista, carismática, renovada
etc. Nestas instituições caricatas os líderes também utilizam
indumentária própria da Igreja que tem como primaz o bispo de Roma.
Em Campinas e região não é diferente. Notificados da extensiva
propagação de cartazes e anúncios sobre supostos “padres” e “paróquias”
com promessas de curas extraordinárias, vidências e afins, consideramos
oportuno republicar a Nota da CNBB que alerta sobre estes grupos que não
pertencem ao grupo dos católicos genuínos. Confira:
NOTA PASTORAL DA CNBB SOBRE ALGUMAS QUESTÕES RELATIVAS AO USO INDEVIDO DOS TERMOS: CATÓLICO, IGREJA CATÓLICA, CLERO E OUTROS
A CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – CNBB, na defesa da
verdade e da liberdade, considerou oportuno publicar a presente Nota
Pastoral, destinada aos membros do episcopado, do clero, aos religiosos e
a todos os fiéis leigos.
O uso de nomes, termos, símbolos e instituições próprios da Igreja
Católica Apostólica Romana, por outras denominações religiosas distintas
da mesma, pode gerar equívocos e confusões entre os fiéis católicos.
Nestes casos o uso da palavra “católico”, “bispo diocesano”, “vigário
episcopal”, “diocese”, “clero”, “catedral”, “paróquia”, “padre”,
“diácono”, “frei”, pode induzir a engano e erro.
Pessoas de boa vontade podem ser levadas a frequentar tais templos,
crendo que se tratam de comunidades da Igreja Católica Apostólica
Romana, quando na verdade não o são. Por essa razão a Igreja tem a
obrigação de esclarecer e alertar o Povo de Deus para evitar prováveis
danos de ordem espiritual e pastoral.
Assim, temos o dever de alertar os fiéis católicos para a existência
de alguns grupos religiosos, como é o caso da autointitulada “igreja
católica carismática de Belém” e outras denominações semelhantes, que
apesar de se autodenominarem “católicas”, não estão em comunhão com o
Santo Padre, o Papa , e não fazem parte da Igreja Católica Apostólica
Romana. Por esta razão todos os ritos e cerimônias religiosas por eles
realizadas são ilícitos para os fiéis católicos.
Assim sendo, recomenda-se vivamente aos féis que não frequentem os
edifícios onde eles se reúnem e nem colaborem ou participem de qualquer
celebração promovida por esses grupos. Rezemos para que a unidade
desejada por Jesus Cristo, aconteça plenamente.
Fonte: Arquidiocese de Campinas
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