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| Manifestantes usaram megafone pedindo que outros animais fossem retirados do apartamento de onde o pinscher foi arremessado (Foto: Silvio Muniz/ G1) |
Manifestantes de várias organizações não governamentais (ONGs) se reuniram na manhã deste domingo (5) em frente ao prédio de onde um cachorro da raça pinscher foi arremessado e posteriormente morreu, na sexta-feira (3), por uma moradora, durante uma briga com o marido. Os manifestantes querem que os outros animais da família da suspeita, dois cães e dois hamsters, sejam retirados da casa e fiquem em abrigos para que sejam adotados por outras famílias.
| Moradores colocaram faixa em defesa dos animais (Foto: Silvio Muniz / G1) |
Regina Miranda, que participava da festa de Karla na hora do fato, disse que a mulher era vista maltratando os animais durante os passeios. “Quando eles empacavam ela os chutava sem paciência. Estou montando um cartaz com a foto dela para alertar as pessoas sobre o que essa mulher fez. Ela é uma criminosa e tem que pagar”, disse.
O protesto foi organizado por ativistas, que marcaram a manifestação por meio de uma página no Facebook. Adriana Saraiva, da ONG Amapatas, de Atibaia, no interior de São Paulo, desceu a serra com outros três ativistas moradores de São Paulo para reforçar o coro contra a mulher, que segundo vizinhos havia viajado para o interior do Estado levando um dos cães. “A lei está começando a mudar, mas ainda não estão cumprindo como tem que ser. Essa mulher devia ficar presa. Não podemos deixar assim”, diz. Adriana participou de protestos contra o Instituto Royal, após manifestantes resgatarem cães da raça beagle, que eram submetidos a testes de produtos cosméticos. “Temos que cobrar as autoridades para termos o direito dos animais garantidos”, acrescenta.
| Pinscher foi arremessado do 12º andar, passou por prédio menor e caiu no pátio do prédio ao lado (Foto: Silvio Muniz/ G1) |
Os manifestantes usaram cartazes e um megafone, no qual se dirigiam ao marido da mulher, que teria permanecido no apartamento em Praia Grande. “Se você não teve culpa, saia daí e nos entregue os animais. Sua mulher tem que pagar pelo que fez. Ela é uma psicopata, devia estar na cadeia”, dizia uma das ativistas pelo megafone.
Moradores do bairro se juntaram aos ativistas. A Polícia Militar foi chamada para evitar excessos dos manifestantes. O presidente da Organização Fiscalizadora de Animais (OFA), José de Oliveira Dias Junior, disse que ficou sabendo do protesto na manhã do domingo. “A polícia pediu para controlarmos as pessoas, porque tinham escutado que um grupo queria invadir o prédio, mas não estamos aqui para isso. Viemos para acompanhar a manifestação e nos juntar pacificamente ao protesto para chamar a atenção das autoridades contra crimes como esse, que se repetem e permanecem impunes”, conclui.
Fonte: Portal G1






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