Um estudo publicado no periódico Addiction revelou que, embora diversas pesquisas já tenham apontado os benefícios do consumo moderado de álcool
para a saúde, esses efeitos não valem para todas as pessoas. O trabalho
foi desenvolvido pelo Centro de Dependência e Saúde Mental, do Canadá.
Os especialistas se
basearam em 44 outros estudos sobre o assunto, totalizando 957.684
pessoas. Dessas, 38.627 morreram por cardiopatia isquêmica. Uma análise
mais profunda mostrou que os efeitos do álcool variam muito. Nem sempre
pessoas que ingeriam uma ou duas doses diárias tinham proteção do coração, como alguns especialistas indicavam.
Para os pesquisadores, portanto, não é possível
estabelecer uma relação positiva entre álcool e saúde cardiovascular
sem considerar outros aspectos ligados à saúde do paciente. Indivíduos
com doença hepática alcoólica, cirrose
hepática, triglicérides alto, pancreatite, úlcera, insuficiência
cardíaca e arritmia cardíaca devem evitar ao máximo o consumo de álcool.
Já pessoas com problemas psiquiátricos, gastrite e diabetes podem
consumir a bebida desde que permitido por seus médicos e, mesmo assim,
em doses pequenas.
Bebida alcoólica e risco de câncer
Outro estudo, publicado no The Journal of the American Medical Association,
aponta que beber rotineiramente, ainda que em quantidade moderada, pode
aumentar o risco de câncer de mama. A análise foi liderada por
pesquisadores da Brigham and Women's Hospital and Harvard Medical School, nos Estados Unidos.
A pesquisa contou com a
colaboração de 106 mil enfermeiras entre 34 e 59 anos, que faziam parte
de um dos maiores e mais longos estudos sobre mulheres já realizado nos
Estados Unidos. Todas foram entrevistadas oito vezes a respeito dos seus
hábitos de ingestão de bebida alcoólica entre os anos de 1980 e 2008.
Os resultados mostraram que beber pouco, mas
com certa frequência - cerca de três bebidas alcoólicas por semana -,
aumenta em 15% a chance de desenvolver câncer de mama. Já aqueles que
bebem pelo menos dois copos de vinho ou cerveja por dia têm uma
probabilidade 50% maior de ter a doença.
Estudos anteriores já
haviam relacionado o consumo de álcool a um risco aumentado de
desenvolver câncer de mama. A novidade do novo estudo é a descoberta de
que mesmo a ingestão moderada de bebidas alcoólicas favorece a doença,
pois os efeitos da substância são cumulativos.
Fonte: www.minhavida.com.br






2 Comentários
Mas os pinguços de plantão não acreditam nisso, defendem com unhas e dentes o consumo de bebidas
ResponderExcluirA bebida é uma droga e ponto final. Destroi como qualquer outra droga a pessoa, a familia e quem não tem nada haver com isso
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