ACAS – Comissão de Assuntos Sociais aprovou isenção do pagamento do
percentual hoje cobrado dos trabalhadores que recebem vale-transporte.
Agora, as propostas precisam seguir tramitações diferentes para virarem lei ou não.
No caso das planilhas das empresas de ônibus, o projeto veio da Câmara,
onde já foi aprovado em julho depois das manifestações em todo o País em
relação ao valor das tarifas, e é de autoria do deputado Ivan Valente.
No Senado, o relator é Randolfe Rodrigues, que ampliou a
obrigatoriedade. As empresas e o poder público só eram obrigados a
divulgar as planilhas e os custos e pesos dos itens que compõe o valor
da passagem apenas em caso de aumentos extraordinários.
Agora, a proposta é de obrigatoriedade em todas as ocasiões de aumento, mesmo as já programadas.
A matéria segue agora para apreciação da CI – Comissão de Infraestrutura
e, se não for modificada, vai para sanção ou veto da presidente Dilma
Rousseff.
Já o projeto que propõe a isenção da parcela do vale-transporte
descontada dos trabalhadores ainda está numa fase inicial e deve gerar
polêmica pelo fato de as empresas empregadoras terem a eventual
obrigação de assumirem integralmente os custos dos deslocamentos dos
trabalhadores.
De autoria do senador Fernando Collor de Mello, o projeto de lei que foi
aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais nessa quarta-feira precisa
seguir para a Câmara dos Deputados e se não houver recurso vai para
votação no plenário do Senado, para depois ser sancionado ou não pela
presidência da República.
O relator do projeto, senador Paulo Paim, a medida é ousada e necessária
para aumentar a renda do trabalhador e não deve criar grandes impactos
para as empresas.
O vale-transporte não é um benefício de caráter salarial, sendo assim,
os valores gastos pelas empresas não são usados na base de cálculos de
contribuição previdenciária e do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço.
Além disso, segundo a proposta, estas despesas poderão ser abatidas das
receitas das empresas empregadoras, para “fins de apuração do lucro
tributável”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes






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